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Este BLOG tem por objetivo apresentar, discutir e fomentar novas possibilidades para a produção
de texto dos alunos do Ensino Fundamental II e Médio.

sábado, 12 de março de 2011

Resenha: Tudo o que é sólido pode derreter - Episódio I: Auto da Barca do Inferno (Gil Vicente)



Tudo o que é sólido pode derreter é uma minissérie brasileira, exibida na TV Cultura. A cada episódio um livro literário bem conhecido se relaciona com a vida e os sentimentos da protagonista Thereza (Mayara Constantino). A minissérie mescla um pouco de drama da vida de Thereza com humor.
O primeiro episódio O Auto da Barca do Inferno, mostra um julgamento dentro da imaginação de Thereza: quem vai para o Céu e quem vai para o Inferno. E esse livro ”O Auto da Barca do Inferno” de Gil Vicente representa isso: um julgamento.
A minissérie é ótima, pois aprendemos o conteúdo do livro a cada episódio de uma forma divertida.

Elenco:

Victor Mendes- Marcos,o amigo dela
Wendy Bassi- Dalila
Bryan Raff- João Felipe
Dalia Rochesi- Letícia
Marat Descartes-Pai de Thereza
Ana Andreata -Mãe da Thereza
Luciano Chirolli- Tio Augusto
Direção Geral:Rafael Gomes

Cada episódio tem aproximadamente 18 minutos.

Thaís Vieira Costa 9º E

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Exemplo de Resenha crítica: Harry Potter e o Cálice de Fogo - Livro

Mônica Nascimento

A primeira vez que li Harry Potter foi quando o primeiro livro, Harry Potter e a Pedra Filosofal, foi lançado no Brasil, em 2000 (a primeira edição na terra natal saiu três anos antes). Eu tinha uns 12 ou 13 anos e fui hipnotizada pela história logo na primeira leitura. O que mais me fascinava era, como sempre, a parte estética, mais do que a aventura ou o suspense. Eu tenho essa atração incontrolável por descrições maravilhosas de coisas fascinantes (é também um dos motivos por eu ser tão obcecada pelos livros da escritora estadunidense Anne Rice), e Rowling conseguiu me cativar. O enorme castelo, as roupas de inverno, as corujas, a mágica. E ainda por cima, um unicórnio. Acho que não existe uma só menina no mundo que não adore ou simpatize com um cavalinho branco e chifrudo.

J. K. Rowling certamente não poupou palavras ao escrever o quarto livro da saga de Harry Potter, Harry Potter e o Cálice de Fogo. Publicado em 2000 na Inglaterra (país de origem da escritora) e em 2001 no Brasil, o livro tem 583 páginas, praticamente o dobro de cada um dos três primeiros volumes.

Não ouso chamar o texto de romance ou obra. Não nego a importância da série na hum... literatura contemporânea, ou na lista de best-sellers da virada do século. Tampouco nego que eu goste. Sim, eu gosto. É uma leitura extremamente fácil e gostosa. Mas alguma coisa ainda me incomoda. Acho que talvez o livro, apesar das suas 583 páginas sem figuras, seja um tanto infantil demais. Rowling é de fato criativa, mas o conflito que se apresenta no enredo é fraco. Poderia ser muito mais emocionante. Então vou chamar o livro simplesmente de “livro” daqui em diante.

Harry Potter tem 14 anos e se prepara para iniciar seu quarto ano letivo na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Para quem não sabe, a saga do bruxinho começou quando este tinha 11 anos e descobriu que era bruxo, iniciando então seus estudos em Hogwarts. Harry continua de saco cheio da família da irmã de sua mãe (Harry é órfão), composta por tia Petúnia, tio Walter e o filho do casal, Duda. Os três são trouxas (adorável termo para designar aqueles que não são bruxos no mundo de Harry Potter) e nutrem um ódio feroz a qualquer coisa relacionada à bruxaria.

Logo no começo de O Cálice de Fogo, Harry é convidado pelo amigo Rony Weasley para passar o final das férias de verão junto à família Weasley e à amiga Hermione Granger, e com eles assistir à final na Copa Mundial de Quadribol, que é o esporte dos bruxos. E o mistério começa aí, a partir de um acontecimento estranho imediatamente após o final da partida decisiva de quadribol, com o aparecimento da marca do maior rival de Harry e assassino de seus pais, Lord Voldemort, também conhecido por “Você-Sabe-Quem” ou “Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado”.

O suspense sobre o responsável pelo acontecimento sinistro e sobre o que está por vir perdura por todo o livro, ao lado das já familiares aulas de Poções, Adivinhação, Defesa Contra as Artes das Trevas, et cetera, até que surge mais uma novidade: no lugar do torneio anual de quadribol entre as casas (Grifinória, Sonserina, Corvinal e Lufa-Lufa), do qual Harry participava representando sua casa, Grifinória, como apanhador, acontecerá um evento estraordinário inter-escolas, que possibilitará que Harry e seus amigos conheçam alguns estudantes de outros países, vindos de escolas que eles nem conheciam até o momento. Nem é preciso dizer que praticamente todos os estudantes de Hogwarts ficam absolutamente histéricos com a novidade.

A história continua, quase sempre, com construções claras, feitas para um público jovem. Há, naturalmente, alguns deslizes em forma de frases mal feitas, cujo sentido não está claro. Mas tais casos são raros, e pelo seu teor imagino que sejam provenientes de uma tradução esquisita. Aliás, bastante esquisita mesmo: há algumas abreviações bizarras, que um ser humano comum nunca usaria – pelo menos não no nosso português. São abreviações bem feias, como “’tástico” (imagino que signifique “fantástico”), e por aí vai.

O problema deste quarto livro é que, apesar da já comentada enorme quantidade de páginas, tenho a impressão de que a autora tem diminuído bastante a quantidade e a qualidade das descrições (que tanto me fascinavam nas minhas primeiras leituras), o que é compreensível, uma vez que o castelo é o mesmo, as roupas são praticamente as mesmas, etc. Mas ser compreensível não significa que seja perdoável, uma vez que sempre há novos elementos e cenários a serem construídos na imaginação do leitor – através justamente das descrições.

Outro problema que encontrei na minha recente releitura do quarto livro, em relação ao primeiro é que cinco anos os separam. Pode não ser muito para alguém já adulto, com a vida toda estruturada e estabelecida. Mas para alguém de 13 anos é bastante tempo. Muita coisa muda em cinco anos (ou, pelo menos, muita coisa mudou para mim).

Como foi dito acima, Harry Potter está com 14 anos em O Cálice de Fogo. É maduro para a sua idade (pelo menos segundo o que posso observar por aí na vida real), mas nada muito excepcional, como se poderia supor. Está começando a criar coragem para se aproximar de garotas, esquecendo-se de que Hermione, sua melhor amiga ao lado de Rony, é uma garota. Esse tipo de acontecimento no enredo me faz pensar que talvez Harry seja um tanto ingênuo demais em relação à realidade. Mas até aí, quem se importa com a realidade, já que o bruxo inglês voa em uma vassoura e estuda num castelo mágico?

Fico me perguntando o que eu estava fazendo quando tinha 14 anos. Harry está começando a entrar na adolescência agora, começando a deixar de ser infantil e tal (mesmo tendo enfrentado assassinos malvados e perversos, ele sempre foi meio infantil, é inegável). Fato é que quando eu tinha 14 anos, já estava bem ciente da existência de um sexo oposto (mas em compensação, nunca encontrei assassinos malvados e perversos... que eu saiba).

O livro, afinal, não é ruim. É uma leitura de fato gostosa e nada cansativa. Ele é menos cativante, menos mágico, menos emocionante e menos bonito, mas ainda assim, são 583 páginas que eu devorei com algum prazer. Infelizmente, a emoção dos primeiros livros se perdeu um pouco – talvez porque nós tenhamos crescido.





Título original: Harry Poter and the Goblet of Fire
País de origem: Inglaterra
Ano: 2000
Autor: J. K. Rowling
Número de Páginas: 583

Exemplo de Resenha crítica: Harry Potter e o Cálice de Fogo - Filme

Carlos Eduardo Corrales

Vamos começar esse texto reclamando. Já falei outras vezes sobre o que gosto de chamar de cabines terroristas. No geral, eu não me incomodo muito. Não poder publicar até determinado dia, beleza. Passar por detectores de metal, ok. Duas pessoas por veículo? Ora, normalmente não precisa de mais. Agora NINGUÉM me diz o quê ou como devo publicar as coisas no MEU site.

Pois essa reclamação se fundamenta no seguinte: os CDs de fotos que normalmente são entregues nas sessões de imprensa vinham acompanhados de um contrato. Caso usássemos as fotos, significa que aceitamos o contrato. Como você pode ver pela ausência de fotos nessa matéria, eu NÃO aceitei. Ora, o dito-cujo trazia coisas que iam da pentelhagem (como um copyright obrigatório que deveria ser colocado nas imagens – acredito que até o mais burro dos internautas saberiam que uma foto de um frame do filme seria material de divulgação) até coisas completamente sem sentido, como publicar as fotos com proteção para cópia. Faça-me o favor, mesmo que o sistema do site tenha alguma proteção, não tem como impedir que a foto não seja copiada no cache do internauta, já que, se uma foto está sendo exibida no seu monitor, ela já foi copiada. A não ser que exista alguma forma de colocar fotos em streaming, o que eu não faço nenhuma questão de saber, isso simplesmente elimina a possibilidade de sites usarem as fotos. Além de ser uma exigência ridícula. Por acaso você (você mesmo, que está lendo isso agora) deixaria de assistir a QUALQUER filme porque viu uma foto do pôster ou de alguma cena dele na net? Às vezes eu sinto que sou a única pessoa com capacidade de raciocinar nesse mundo (e provavelmente você já se sentiu assim também)...

Ok, agora estou emburrado, mas vou tentar falar do filme sem me deixar influenciar pela idiotice do estúdio. Minhas expectativas para a quarta aventura do bruxinho mais famoso do mundo em celulóide eram as mais baixas possíveis. Tudo por causa da porcaria que foi o filme anterior, uma das maiores decepções cinematográficas da minha vida, principalmente se considerarmos que os dois primeiros estão entre os meus preferidos.

Os primeiros 20 minutos de O Cálice de Fogo trazem toda a mágica que estava ausente no terceiro filme de volta. Novamente estamos em um mundo fantástico, nos maravilhando com cada novidade e com cada detalhe do cenário. Daí em diante, o filme se mantém mais mágico do que o terceiro (convenhamos, até Carga Explosiva 2 é mais mágico que O Prisioneiro de Azkaban), mas menos fantástico e menos bonito do que os dois primeiros, que são um exemplo perfeito de como maravilhar o público através de um mundo novo.

Quando encontramos Harry, já estamos no mundo mágico, o que significa que não existe nenhuma cena com “trouxas”. Neste quarto ano em Hogwarts, não existe um perigo específico a ser combatido. Tudo gira em torno do Torneio Tribruxo, basicamente uma competição entre várias escolas de magia.

Esse torneio é constituído de três etapas, onde os competidores correm perigo real. Curiosamente, a primeira etapa é a mais emocionante e talvez a única cena de ação propriamente dita do longa (e bota longa nisso). No resto, foca-se mais no desenvolvimento dos personagens e também as primeiras tentativas de Harry e Rony para arranjarem uma mina. Aliás, aqui tenho dois comentários: 1 – Em determinado momento, Harry solta uma pérola de filosofia que também sempre pensei em minhas aventuras com o sexo oposto: “Elas só andam em bandos, como vamos conseguir chegar nelas?”. 2 – Cara, aquela Cho Chang (Katie Leung) é linda. Obviamente, eu publicaria uma foto dela, mas sabe como é, a Warner não deixou.

O Cálice de Fogo também traz algumas novas revelações relativas aos personagens, sobretudo aos vilões, e ao passado de alguns outros. Devo dizer que fiquei um tanto decepcionado com isso, pois ao contrário dos dois primeiros, J. K. Rowling parece ter optado por seguir o caminho mais fácil. A revelação final também é deveras previsível e, para variar, o professor de Defesa Contra a Arte das Trevas também não deve dar as caras no próximo filme. Alguém notou um padrão aqui?

Como destaques, temos o sempre legal Snape (Alan Rickman, de O Guia do Mochileiro das Galáxias), embora apareça menos do que mereça. O Olho-Tonto Moody também é um personagem bem legal. A cena onde ele defende Harry do babaca Draco Malfoy (Tom Felton) é hilária. Aliás, esse também poderia ser mais bem aproveitado. Outro personagem legal que aparece pouco, ou nem aparece, dependendo do que você chama de “aparecer” é Sirius Black (Gary Oldman, de Batman Begins).

Aqui cabe mais uma reclamação: antes do filme acabar, quando os créditos ainda estavam passando, a projeção foi simplesmente CORTADA. Provavelmente foi coisa dos funcionários do Unibanco Arteplex, porque iria atrasar a próxima sessão, mas chega a ser patético, já que o erro foi deles de não planejarem direito. De qualquer forma, como não pude ver o filme inteiro, já tirei meio ponto da nota final que ele levaria.

Como você pode perceber, esse filme teve uma trajetória digna de um épico na minha cabeça. Achei que seria ruim, mas começou muito bem e parecia um digno candidato ao Selo Delfiano Supremo. Quando as revelações começaram, ele começou a cair no meu conceito. E aí foi interrompido antes de terminar, o que não permitiu que eu assistisse ao filme inteiro. Para terminar, aquele contrato das fotos. É curioso ver como fatores externos afetam o quanto você gosta ou não de um filme. Tinha tudo para levar o Selo, mas acabou ficando com um 3,5 (4,5 pelo filme, menos 0,5 por não ter podido assistir ao final, menos 0,5 pela babaquice das fotos). Mais cuidado da próxima vez, Warner e Unibanco Arteplex.


Título original: Harry Potter and the Goblet of Fire
País de origem: EUA
Ano: 2005
Gênero: Fantasia
Direção: Mike Newell
Elenco: Gary Oldman, Alan Rickman, Ralph Fiennes.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Proposta de Dissertação para o 9º Ano

Como é de conhecimento comum, o governo federal lançou o Programa Fome Zero, que visa, entre outras coisas, erradicar a fome do país. Mas será que basta acabar com a fome? Será que um programa como o que se propõe é capaz de possibilitar às pessoas acesso pleno à cidadania plena no Brasil? Levando em conta o trecho de uma música do grupo Titãs, abaixo, e outras informações do seu conhecimento, redija uma dissertação sobre o tema: Fome zero e cidadania plena.
Dê um título ao seu texto.
Não ultrapasse 30 linhas.

A gente não quer só comida
A gente quer comida diversão e arte
A gente não quer só comida
A gente quer saída para qualquer parte
A gente não quer só comida
A gente quer bebida, diversão, balé
A gente não quer só comida
A gente quer a vida como a vida quer.

Cidadania Plena

O governo criou um projeto chamado Fome Zero, que distribui renda para pessoas que necessitam, porém apenas dinheiro para comprar comida não é só o que precisamos para uma cidadania plena.
A sociedade não quer só comida, a sociedade quer cultura, quer diversão, quer felicidade, entre outras coisas. Comida não é o suficiente para haver uma plenitude na cidadania, até porque, segundo a musica dos Titãs, “(..) a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte”.
O governo diz que o Fome Zero atende à todas as pessoas que necessitam no país, porém é mentira. Existem muitas pessoas espalhadas pelo Brasil afora que está passando fome e não recebe um centavo do governo para se alimentar.
O Fome Zero ajuda sim muitas pessoas a saírem do “aperto” e se alimentarem melhor, porém o governo não tem o direito de decidir quem passa mais ou quem passa menos fome.
Logo, o fome zero não é exatamente o que precisamos, ou melhor dizendo, suficiente para uma cidadania plena, por isso o governo precisa tomar outras providencias que trate mais sobre a cultura, educação, entre outras coisas que necessitamos.



MATHEUS SILVA ROCHA 9º B